20060519

Norte da Europa: Letónia

2ªFeira, 24 de Abril, 2006

Já era noite quando aterrámos no aeroporto de Riga. Começava a ouvir-se uma língua completamente diferente e já não era com toda a gente que se conseguia falar inglês. Pegámos um taxi que nos levou em 10min à pousada.

Chegada a Riga

Ao chegarmos à pousada a primeira coisa que ouvi foi um dos espanhóis dizer "está aqui uma chica portuguesa"... E era verdade, ali, naquele fim-do-mundo, conhecemos a Carla, estudante de Farmácia em Lisboa que estava ali de férias. Com ela estava também a Ana Cristina que viemos a conhecer no dia seguinte. Instalámo-nos nos nossos quartos e saímos para procurar sítio para comer. Foi então que nos deparámos com um cenário bem diferente do que tinhamos visto na Finlândia: pessoas de aspecto duvidoso na rua, ninguém falava inglês e o trânsito já assemelhava a um país latino. Como estava tudo fechado, tivemos que ir a um mini-mercado que ainda estava aberto às 23:30. A senhora não falava nem percebia inglês, por isso tive que lhe apontar tudo o que queria. O pior foi que todos fizeram o mesmo, um a um, o que fez com que demorássemos uma meia hora para sair de lá, com a senhora à beira de um ataque de nervos. Lá entraram 2 miúdos com aspecto de pobres e inocentes... até ao momento em que pegaram numa caixa de chocolates e fugiram! Na rua passaram por nós a comer os chocolates e a dizer adeus... Decidimos ir o mais rápido possível para a residência e assim foi. Jantámos sandes, para não variar muito e ficámos na conversa na sala de estar até cerca das 2h.

Primeiro jantar em Riga


André, o mundo a seus pés

3ªFeira, 25 de Abril (sempre!), 2006

Depois de uma noite em que só dormi 3 horas devido ao facto de estar um pouco doente e de o Pepone ressonar que nem uma batoneira, levantei-me eu, Rui e André para nos encontrarmos às 9h com a Carla e Ana Cristina na sala de estar. Eu e o André cumprimos o ritual musical no banho matinal, dando a conhecer a música tradicional portuguesa aos nativos.
Na sala de jantar conhecemos umas raparigas japonesas de Tokyo, que também se queixaram por o Pepone ter ressonado a noite toda. Entretanto conhecemos a Ana Cristina, a outra portuguesa, madeirense e que tb estudava Farmácia em Lisboa. Depois de uma longa espera pelas donzelas lá saímos para visitar Riga, às 10h00 (os espanhóis ficaram a dormir atéao meio-dia).

A cidade estava bem movimentada logo pela manhã. Com o mapa na mão lá chegámos em 10 min a Old Riga, a partehistórica da cidade. Começámos por visitar a catedral luterana, St.Peter's Cathedral. À porta estava um homema tentar convencer-nos para lhe comprarmos uns postais horríveis de Riga por 1 LVL (aproximadamente 1.5€). Além disso, dizia-nos para não subirmos ao topo da catedral porque a vista não valia a pena o preço. Não fizemos nada do que ele disse e subimos à torre. Valeu bem a pena, a vista sobre a cidade era formidável.

Tugas no cimo da torre

Riga vista do cimo da torre da Catedral St. Peter

Para descer de elevador, tiveram que sair 2 pessoas para que o apito parasse de tocar por excesso de peso. O André entrou, só que o alarme voltou a tocar. Toda a gente se riu dele e o coitado teve que esperar sozinholá em cima até à próxima descida.
Rui e André na praça principal

Eu e André em Old Riga

De seguida percorremos o percurso histórico indicado no mapa. Pelo caminho juntámo-nos a uma visita guiada de espanhóis durante algum tempo.

Visita guiada espanhola, à qual nós nos colámos

Riga parece a cidade de Praga em ponto pequeno. Faz também lembrar bastante a Polónia. Por toda a parte se vêm marcas de um país que acabou de ser reconstruído. As pessoas são bastante desconfiadas e poucas falam inglês. Mas é claro que haviam boas excepções! O que mais impressionou foi ver as fotos da cidade completamente destruída pelos soviéticos e, por exemplo, a torre onde nós subimos a arder. Toda a gente tem bastante orgulho do seu país e isso reflecte-se na grande quantidade debandeiras que se viam por toda a parte. Outra coisa impressionante foi a quantidade de carros de luxo que vimos. Quando digo impressionante quero dizer quenem em Monte-Carlo vi tanto carro de luxo junto. Duas explicações possíveis: uns vivem bastante bem à custa da grande miséria de outros ou então deve-se às máfias russas que roubam carros de luxo e os vendem baratos por aquelas bandas... eu cá acredito mais na primeira hipótese!

A sabedoria de um bom conselho português...

Os tugas e as tugas

Almoçámos no LIDO, o restaurante mais falado por aquelas bandas. Comemos bem e barato. A seguir ao almoço fomos a um supermercado porque as moças queriam fazer compras. Como nós, os moços, não estávamos muito interessados em compras andávamos a fazer parvoíces por lá. Havia lá uma grande montra de produtos de beleza e eu peguei numa amostra de rimel e pintei a cara do Rui. Ele veio a correr atrás de mim e eu ao fugir dele fui contra um expositor que estava mesmo por detrás de mim e mandei aquilo tudo ao chão, umas boas dezenas de frascos... partimo-nos a rir, mas acho que as pessoas da loja ficaram com medo de nós!

Fico bem assim?

Fomos sentar-nos num parque onde mais tarde se juntaram as nós os espanhóis. Aí começámos a dar pontuações às raparigasque passavam, de 7 a 10 e um "Wow!", como pontuação máxima. Elas riam-se bastante, nunca devem ter visto tamanhosazeiteiros por aquelas bandas! Demos também pontuação aos polícias que passaram, mas a farda não lhes permitiu termuito sentido de humor.

And the winner is...

Eu, Carla, André e Ana Cristina no parque da cidade

Quando estavamos de partida vieram 2 miúdas pequenas cumprimentar-me a mim e ao Pepone como se nós fossemos vedetas de cinema. Nunca as vimos na vida nem soubemos de onde vieram, muito estranho mesmo... Visitámos uma igreja ortodoxa onde estava a decorrer uma cerimónia. Impressionou-me a violência psicológica da cerimónia. Daí ainda passeámos à beira rio e pelos parques. Nesta altura fiquei completamente sem voz.

Rafa, Pepon, André e Rui, ao pé da Catedral Ortodoxa

A cidade viu-se em menos de um dia. Fomos a um centro comercial, uma vez que já não tinhamos mais nada para visitare estavamos a precisar de mantimentos. Aí aproveitámos para pôr perfume de graça. Estávamos com receio de alguém vir ralhar conosco, mas deixámos de recear quando vimos um homem de fato a perfumar a roupa toda e até a lavar a cara em perfume!

Pôr-do-sol

Daí voltámos ao hostel, para acompanhar a Carla e a Ana Cristina ao autocarro que elas iam apanhar para Varsóvia. Eram cerca das 21h quando partiram. Fomos ter a uma pizzaria onde já os espanhóis estavam a acabar de comer. Depois de os espanhóis terem ido embora fiquei com o André e Rui a meter conversa com a empregada Kristina. Tudo era pretexto para a chamarmos, até mesmo a falta de sal, que nós tinhamos escondido!

Um prato cheio se faz favor!

Ficámos famosos naquele restaurante naquele dia, que foi dos melhores de toda a viagem!


4ªFeira, 26 de Abril, 2006

Acordei às 10:00 já com alguns decibéis de voz. Depois do nosso ritual matinal, saí com o André para darmos mais umpasseio na cidade, enquanto os outros ficaram todos a dormir. Fomos visitar o Museu da Ocupação, onde estavam expostas muitas fotos da altura da ocupação soviética, algumas das quais de lugares que visitámos completamente destruídos. Ainda demos novamente um passeio pela zona antiga da cidade e procurámos alguns souvenirs.

Algures no centro da cidade

Almoçámos no Hesbruger, uma espéciede McDonald's finlandês, onde pagámos o equivalente a 2€ por menu. Logo a seguir ao almoço tivemos que ir a correr ao hostel para arrumar a mala, para partirmos ao fim da tarde para Estocolmo. Guardámos as malas no hostel e fomos ainda comprar os últimos souvenirs. Existem muitos vendedores de rua a vender produtos com âmbar e muitos pedintes também.

A bandeira de Portugal numa praça central

Pouco antes das 16h fomos comprar comida para comer quando chegássemos a Estocolmo. Foram as compras mais rápidas de sempre, porque às 16:10 já estava o taxi no hostel à nossa espera para nos levar ao aeroporto. Pelo caminho para o aeroporto apercebemo-nos de como Riga ainda é uma grande cidade e dá para ver também as influências soviéticas e resultados da guerra por todo o lado. Chegados ao aeroporto aproveitámos para descansar, pois bem precisávamos de forças para Estocolmo, o destino mais esperado!

Mas que lindos!

Quanto à estadia na Letónia dou nota 8 de 0 a 10. Apesar da pobreza bem patente e de as pessoas não serem as mais simpáticas do mundo, vale bem a pena uns 2 dias de visita a esta cidade de Riga que tem o mérito de se ter reconstruído a si mesma depois de anos de opressão.

E agora "mais uma volta, mais uma viagem!" e cá vamos nós para Estocolmo!

20060505

Norte da Europa: Finlândia

Sábado, 22 de Abril, 2006

Quase a aterrar em Tampere, a vista do avião era fantástica: sol a brilhar por sobre algumas nuvens e lá em baixo alguns dos muitos lagos finlandeses completamente gelados! A Finlândia é o país do lagos, mais de 100.000, basta ver num mapa. Aterrámos em mais um aeroporto minúsculo, onde estavam à espera os passageiros para arrancar no mesmo avião. Nós não nos apercebemos desse facto, por isso estavamos bem descansados na pista a tirar fotos e o André até se pôs de joelhos virado para o aeroporto...!

Chegada a Tampere

Depois de pegar nas nossas malas e aprender as primeiras palavras em finlandês, ficámos na sala de embarque a tratar do aluguer de carros. Nisto aparece uma funcionária a dizer "Vá pessoal, têm que sair porque tenho que fechar a porta para ir ao supermercado". Em vez de um aeroporto parecia que estávamos em casa de alguém, onde até era preciso bater à porta para entrar!
Uma vez que Helsínquia ainda ficava a cerca de 200km de Tampere, alugámos 2 carros, pois ficava o mesmo preço de uma viagem de autocarro. Fizemos uma pequena viagem de 12km até à cidade de Tampere, a 3ª maior do país a seguir a Helsínquia e Turku. A cidade não tem muito para ver, é pequena e bastante industrial. Almocei num parque em frente a uma igreja ortodoxa, um "pequeno Kremlin". Estava sol e uns 10ºC.

Igreja Ortodoxa em Tampere

Talvez devido às fábricas antigas que existem no centro da cidade, esta não parece pertencer ao 5º país com melhor qualidade de vida do mundo. Mas nota-se que as pessoas vivem bem.
Depois de almoço fomos a um grande lago à saída de Tampere. Muito bonito, ainda com bastante gelo nas margens.
Um dos mais de 180.000 lagos da Finlândia

Às 16h00 partimos rumo a Helsínquia. Pelo caminho a paisagem é muito homogénea: abetos por todo o lado, alguma neve, lagos gelados. Imagino que esta não foi a melhor altura para visitar a Finlândia, pois a neve já tinha derretido, deixando os campos todos queimados e uma paisagem desoladora. Havia também muito pó no ar e alguma lama. Mas ainda assim vale bem a pena!

Chegando a Helsínquia, fomos directos à nossa pousada que se situava no Estádio Olímpico, onde se realizaram os J.O. de 1952. Tomámos um belo banho onde cantámos alguns hits portugueses, nuns chuveiros bem melhores que os do Tripode.
Saímos rumo ao centro para jantar. Para dar com o centro da cidade tinhamos que seguir a indicação "Keskusta", que significa centro. Há línguas estranhas, mas o finlandês parece português falado da frente para trás...
Chegados ao centro, fomos ao porto marítimo da cidade. Grandes navios lá estacionados, o Viking Line que faz viagens para Estocolmo, muitas gaivotas e um pôr-do-sol lindíssimo.

Porto marítimo de Helsínquia

De seguida tive o privilégio de conduzir em Helsínquia, enquanto procurávamos novamente a direcção do centro, uma vez que era impossível compreender qualquer das indicações de trânsito.
muita malta com os copos, grandes filas para entrar nas noitadas e raparigas que parecem terA seguir ao jantar fomos à estação de comboio esperar o Ismael, que estava lá em Erasmus. Muito porreiro encontrá-lo lá! Na estação de comboios assistimos a um desfile das pessoas mais estranhas que já vimos: muitos metaleiros com cara pintada de branco, rapazes com o cabelo todo penteado para a frente como se tivessem apanhado uma rajada de vento por trás, um rapaz a passar na rua com um rádio portátil a tocar música pimba finlandesa em altos berros... enfim, estávamos mesmo noutro mundo! Já por volta das 22h as ruas estão cheias de gente, saído todas da fábrica: louras e uma boa dose de maquilhagem. Depois de ter dado uma volta a visitar a cidade com o Ismael, voltei para o hostel de eléctrico. Ao chegar ao hostel não pude deixar de reparar que a Estrela Polar estava a uns bons 65º de altura, lembrando-me que nunca estive tão perto do Polo Norte...


Domingo, 23 de Abril, 2006

O sol entra pelo quarto a dentro logo às 5h da manhã! Fui de manhã ao parque bem junto ao nosso hostel. As árvores estavam carecas e o solo todo queimado pelo gelo. Ainda assim soube muito bem passear com o sol bem alto, ar bem fresco e os esquilos a comerem bem ao pé de mim.
De volta à residência, fui dar uma volta com o André pelo centro da cidade, enquanto os outros ainda estavam a acordar. Os carros estavam todos sujos com a enorme poeira que andava no ar. Todos os carros andam com os médios ligados, tentámos desligá-los mas era impossível. Além disso, os pneus dos carros têm uma espécie pregos para melhor aderir à neve, fazendo um ruído característico. O trânsito é o mais calmo possível: ninguém buzina, ninguém passa vermelhos e toda a gente respeita os sinais... menos nós! - quase não existem rotundas e nós necessitámos de fazer inversão de marcha e o André não hesitou em mostrar que os tugas chegaram ao país civilizado!

À tarde fumos a Suomenlinna, uma ilha a 30 minutos de barco de Market Square. Trata-se de uma ilha com um forte, construída para proteger a cidade dos russos (a Finlândia sofreu bastante opressão da URSS) e que é património mundial da UNESCO. Fizemos a viagem num barco, com o céu azul e frio, apesar do Rui estar em calções! As gaivotas acompanhavam o nosso barco fazendo um barulho ensurdecedor. Na água ainda restavam grandes bocados de gelo. No Inverno é possível andar em cima do mar num raio de 10km, até carros costumam lá passar!

Vestígios de um mar gelado


A caminho da ilha de Suomenlinna

Chegando à ilha, fomos a um mini-mercado comprar a nossa ração de combate. Foi em vão a minha tentativa de perceber os ingredientes dos produtos. Pedi ajuda a uma senhora, que me explicou quase toda a prateleira dos congelados! As pessoas da Finlândia são muito reservadas, mantêm distância, mas sempre que pedimos ajuda para alguma coisa são muito prestáveis. E toda a gente fala inglês, até velhinhas de 80 anos!!

Em Suomenlinna habitam 900 pessoas, algumas trabalham na pesca, mas a grande maioria desloca-se todos os dias de barco para a cidade. Aqui ficam algumas fotos:

Rafa e Luis... e Rui no canhão!

André, eu e Rafa quase a ir parar à água


Foto automática (eu não cheguei a tempo)


Castigo ao Pepone por ter dito as únicas palavras que sabe em português


Palo a ser empurrado em cima de uma prancha de gelo


Os tugas em Helsínquia!


A malta toda junta!

Partimos de volta a Helsínquia às 16:30, onde nos esperava o Ismael. Fomos à Catedral Ortodoxa, ao palácio presidencial, mas vimos tudo apenas por fora.

Helsínquia vista a partir do barco

Eu e Ismael na catedral ortodoxa de Helsínquia


No Senaatintori, em frente à Catedral de Helsínquia

Depois de passear pelas principais zonas da cidade fomos jantar ao Rax, onde se come à descrição por 7.99€. Pedi o meu cêntimo de troco mas o semítico finlandês não mo deu... Lá encontrámos 4 portugueses que estava também a fazer Erasmus. Foram eles que nos tiraram esta foto:
Jantar no Rax

À noite fui passear pela cidade. Não se via alma viva na rua e carros contavam-se pelos dedos das 2 mãos. Estava frio, mas nada de especial. Fui ver o Finland Hall, a maior sala de espectáculos do país, a Opera e de seguida andei uns bons 2km à procura do monumento ao compositor finlandês Sibelius. Dei uma "ganda volta" para ver nada de jeito. Por fim fiz algo que jamais faria em Portugal: passear num parque de cidade sozinho à noite. Tive que o fazer porque ficava a caminho e tenho a dizer que bastante agradável. Estava de facto num país diferente: sinal amarelo significa começar a travar (e não acelerar, como em Portugal), não se sente o mínimo perigo por andar sozinho na rua à noite (mas se lá forem não abusem da sorte!) e ninguém se mete com ninguém.


2ªFeira, 24 de Abril, 2006

Às 10:30 eu, André e Rui deixámos os espanhóis a dormir e fomos à procura de uma sauna. Sim, porque ir à Finlândia e não ir a uma sauna é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. O Ismael indicou-me no dia anterior o sítio onde devíamos ir. Pegámos no mapa e lá fomos nós, pensando chegar lá em 5 minutos...

De malas feitas para ir à sauna

Só que a partir do momento em que deixámos a zona do estádio olímpico, perdemo-nos completamente com as estranhas indicações nas placas. Quando demos por nós estávamos já a caminho da auto-estrada. Voltámos a entrar na cidade e a perguntar a toda a gente onde ficava a tal sauna. Toda a alma viva, incluindo velhinhas do campo, falava inglês, incrível! Parámos ao pé de um grupo de velhotes onde o Rui foi pedir indicações. Eram 11 da manhã e, pelo que ele diz, já tinham um bafo jeitoso! Cada um dos velhotes dava um indicação diferente e eu e o André comentávamos no carro "Xii, vai dar uma ganda volta!!". Foram 2 finlandesas bonitas que nos indicaram bem o sítio da sauna.
Começámos pelo banho turco, uma sala cheia de vapor onde quase não se podia respirar. Daí seguimos a tradição finlandesa: sair do banho turco e mergulhar num tanque de ág
ua gelada... AAAAAHHHH!!!! Mandei um berro que se ouviu na Lapónia!! Mas soube às mil maravilhas depois. Fomos também à piscina com hidromassagens e de seguida à sauna propriamente dita. Aí estava um velhote que de vez em quando punha água para uma espécie de caldeira, de onde saía vapor e aquecia ainda mais a sala. Eu achei piada aquilo e peguei na colher, enchi aquilo de água e mandei lá para dentro também... o pobre do senhor quase que teve que sair da sauna com tanto calor que lá ficou!
Nos chuveiros do balneário estava a senhora da limpeza com mangueira a lavar o chão. Nós olhávamos uns para os outros a pensar se aquilo seria normal. Quando vimos toda a gente a tomar banho como se nada se passasse, dissemos "em Roma sê romano" e lá fomos nós também tomar banho! Cantámos umas boas músicas populares portuguesas que com o eco se ouviam em todo o recinto e os finlandeses olhavam para nós como se tivessemos vindo de Marte. De volta à residência, foi o Rui que levou o carro. Para sair do parque, que tinha uma cancela para se pagar 1€, ele contornou a cancela e passou por cima do passeio e lá fomos nós!... Um país demasiado civilizado para nós!
Voltámos então ao hostel, para nos encontrarmos com os espanhóis, para irmos juntos visitar o resto de Helsínquia.

O nosso Hostel em Helsínquia

Tivemos azar para visitar museus, porque todos estavam fechados à 2ªfeira. Ficámo-nos por visitar a cidade por fora.
Parlamento finlandês

De seguida fomos a visitar Temppeliaukio, uma das igrejas mais bonitas que já vi. Trata-se de um templo construído dentro de rochas e com arquitectura moderna. Simples e eficaz!

Temppeliaukio

No exterior encontrava-se uma senhora de idade que começou a falar connosco. Muito simpática e com um inglês perfeito. Eis a seguinte foto, candidata a melhor foto da viagem :)

André a travar conhecimentos com uma finlandesa!

Aqui voltámos a declarar independência aos espanhóis e fomos ao centro da cidade comprar souvenirs e encontrar-nos com o Ismael. Pelo caminho de carro pusemos música alta e brincávamos com as pessoas que passavam na rua. Em Portugal seríamos uns verdadeiros parolos, nunca faríamos tal coisa! Comprámos os souvenirs junto ao cais e tirámos as nossas últimas fotos.
Porto marítimo com Suomenlinna ao fundo


Os tugas nas tartarugas

Antes de voltarmos ao hostel para nos encontrarmos com os espanhóis fomos comprar merenda para comer pelo caminho de volta a Tampere. Eram já 16h00 e nós sem almoçar! Despedimo-nos do Ismael e lá partimos rumo ao hostel, seguindo as indicações do Ismael.Tudo corria bem até termos tido a infeliz ideia de seguir o nosso sentido de orientação, em vez das indicações que ele nos deu. Resultado: andámos meia hora a dar uma volta que devia ter demorado 5 minutos. A nossa estadia lá ficou sem dúvida marcada pela quantidade de vezes que nos perdemos devido à esquisitice da língua finlandesa e pelas inúmeras pessoas a quem tivemos que pedir indicações!
Já a chegar ao hostel eis que ouvimos na rádio a música "I Will Survive" cantada em finlandês. Muito estranho mesmo! Abaixámos o volume quando chegámos ao pé dos espanhóis, que já desesparavam com o nosso atraso.

E cá vamos nós, de volta a Tampere para apanhar o próximo vôo. Chegámos a Tampere às 19h00, sendo o vôo para Riga às 21:15.

O nosso veículo completamente desarrumado em Tampere


De 0 a 10 dou nota 7, no geral. Muito bom para começar! E agora... Letónia, aí vamos nós!
Moi moi Suomi!

20060504

Norte da Europa, here we go!!

6ª Feira, 21 de Abril, 2006

Partida às 14:35 da gare Matabiau, Toulouse, rumo a Carcassonne, onde íamos apanhar o nosso primeiro voo, rumo a Londres (Stansted) para fazer escala rumo a Tampere (Finlândia). O aeroporto de Carcassonne era um verdadeiro apeadeiro: pequeno e apenas para voos Raynair.

Eis os intervenientes nesta viagem (falto eu, o fotógrafo de serviço):

Chegámos ao aeroporto de Stansted em Londres às 19h locais. Como o voo para a Finlândia era só às 6h da manhã, tivemos que pernoitar em pleno aeroporto.

Conhecemos uma rapariga norueguesa que estava a ler um best-seller em França: "One year in m***e". Ficámos na conversa até ao check-in das 4h30. Foi uma noite sem dormir, para começar bem!
Na fila para o check-in estava um grupo de jovens de fato de treino e cheios de brilhantina no cabelo. Aquelas caras brancas de quem já não vê o sol há alguns meses, penteados à anos 80 e o ecrã do check-in a dizer "Tampere" fazia-nos antever que íamos partir para outro planeta...

Férias no norte da Europa: o começo

Foi no final de Fevereiro que tomei conhecimento de uma viagem que os meus amigos Rui e André iam fazer ao norte da Europa. Como ir à Escandinávia sempre foi uma das minhas viagens de sonho, comecei a pensar seriamente na possibilidade de juntar-me a eles... e assim foi! Voltei mais cedo de Portugal para aproveitar as férias da Páscoa francesas, última semana de Abril e primeira de Maio.

Roteiro da viagem: Toulouse -> Carcassonne -> Londres (escala) -> Tampere (Finlândia) -> Helsínquia (Finlândia) -> Riga (Letónia) -> Estocolmo (Suécia) -> Barcelona (Espanha) -> Toulouse

Participantes: Eu, André e Rui (Portugal), Pepone, Rafael e Luis (Espanha) e Palo (Argentina).

Expectativa em alta, mala cheia e lá deixámos o calor de Toulouse para o ar bem fresquinho do norte!

De volta a Toulouse

Depois de uma visita relâmpago a Portugal para matar as muitas saudades, voltei a Toulouse numa interminável viagem de 20 horas de autocarro - saí de Aveiro às 10h do dia 18 de Abril e só cheguei a Toulouse às 7h30 do dia seguinte... é obra! Pelo caminho, o vocabulário do costume: em cada 10 palavras 11 eram palavrões, muitas críticas aos atrasos e paragens do condutor e um berro bem alto "Oh chefe, desliga o calor que daqui a nada parecemos ovos estrelados!..." a meio da noite enquanto todos dormiam. Caí que nem um passarinho na minha cama do Tripode e só acordei às 12:30...