Norte da Europa: Letónia
Já era noite quando aterrámos no aeroporto de Riga. Começava a ouvir-se uma língua completamente diferente e já não era com toda a gente que se conseguia falar inglês. Pegámos um taxi que nos levou em 10min à pousada.
3ªFeira, 25 de Abril (sempre!), 2006
Depois de uma noite em que só dormi 3 horas devido ao facto de estar um pouco doente e de o Pepone ressonar que nem uma batoneira, levantei-me eu, Rui e André para nos encontrarmos às 9h com a Carla e Ana Cristina na sala de estar. Eu e o André cumprimos o ritual musical no banho matinal, dando a conhecer a música tradicional portuguesa aos nativos.
Na sala de jantar conhecemos umas raparigas japonesas de Tokyo, que também se queixaram por o Pepone ter ressonado a noite toda. Entretanto conhecemos a Ana Cristina, a outra portuguesa, madeirense e que tb estudava Farmácia em Lisboa. Depois de uma longa espera pelas donzelas lá saímos para visitar Riga, às 10h00 (os espanhóis ficaram a dormir atéao meio-dia).
A cidade estava bem movimentada logo pela manhã. Com o mapa na mão lá chegámos em 10 min a Old Riga, a partehistórica da cidade. Começámos por visitar a catedral luterana, St.Peter's Cathedral. À porta estava um homema tentar convencer-nos para lhe comprarmos uns postais horríveis de Riga por 1 LVL (aproximadamente 1.5€). Além disso, dizia-nos para não subirmos ao topo da catedral porque a vista não valia a pena o preço. Não fizemos nada do que ele disse e subimos à torre. Valeu bem a pena, a vista sobre a cidade era formidável.

Tugas no cimo da torre
Riga vista do cimo da torre da Catedral St. PeterPara descer de elevador, tiveram que sair 2 pessoas para que o apito parasse de tocar por excesso de peso. O André entrou, só que o alarme voltou a tocar. Toda a gente se riu dele e o coitado teve que esperar sozinholá em cima até à próxima descida.

Eu e André em Old Riga
De seguida percorremos o percurso histórico indicado no mapa. Pelo caminho juntámo-nos a uma visita guiada de espanhóis durante algum tempo.
Visita guiada espanhola, à qual nós nos colámos
Riga parece a cidade de Praga em ponto pequeno. Faz também lembrar bastante a Polónia. Por toda a parte se vêm marcas de um país que acabou de ser reconstruído. As pessoas são bastante desconfiadas e poucas falam inglês. Mas é claro que haviam boas excepções! O que mais impressionou foi ver as fotos da cidade completamente destruída pelos soviéticos e, por exemplo, a torre onde nós subimos a arder. Toda a gente tem bastante orgulho do seu país e isso reflecte-se na grande quantidade debandeiras que se viam por toda a parte. Outra coisa impressionante foi a quantidade de carros de luxo que vimos. Quando digo impressionante quero dizer quenem em Monte-Carlo vi tanto carro de luxo junto. Duas explicações possíveis: uns vivem bastante bem à custa da grande miséria de outros ou então deve-se às máfias russas que roubam carros de luxo e os vendem baratos por aquelas bandas... eu cá acredito mais na primeira hipótese!
A sabedoria de um bom conselho português...
Os tugas e as tugas
Almoçámos no LIDO, o restaurante mais falado por aquelas bandas. Comemos bem e barato. A seguir ao almoço fomos a um supermercado porque as moças queriam fazer compras. Como nós, os moços, não estávamos muito interessados em compras andávamos a fazer parvoíces por lá. Havia lá uma grande montra de produtos de beleza e eu peguei numa amostra de rimel e pintei a cara do Rui. Ele veio a correr atrás de mim e eu ao fugir dele fui contra um expositor que estava mesmo por detrás de mim e mandei aquilo tudo ao chão, umas boas dezenas de frascos... partimo-nos a rir, mas acho que as pessoas da loja ficaram com medo de nós!

Fico bem assim?
Fomos sentar-nos num parque onde mais tarde se juntaram as nós os espanhóis. Aí começámos a dar pontuações às raparigasque passavam, de 7 a 10 e um "Wow!", como pontuação máxima. Elas riam-se bastante, nunca devem ter visto tamanhosazeiteiros por aquelas bandas! Demos também pontuação aos polícias que passaram, mas a farda não lhes permitiu termuito sentido de humor.
And the winner is...
Eu, Carla, André e Ana Cristina no parque da cidade
Quando estavamos de partida vieram 2 miúdas pequenas cumprimentar-me a mim e ao Pepone como se nós fossemos vedetas de cinema. Nunca as vimos na vida nem soubemos de onde vieram, muito estranho mesmo... Visitámos uma igreja ortodoxa onde estava a decorrer uma cerimónia. Impressionou-me a violência psicológica da cerimónia. Daí ainda passeámos à beira rio e pelos parques. Nesta altura fiquei completamente sem voz.
Rafa, Pepon, André e Rui, ao pé da Catedral Ortodoxa
A cidade viu-se em menos de um dia. Fomos a um centro comercial, uma vez que já não tinhamos mais nada para visitare estavamos a precisar de mantimentos. Aí aproveitámos para pôr perfume de graça. Estávamos com receio de alguém vir ralhar conosco, mas deixámos de recear quando vimos um homem de fato a perfumar a roupa toda e até a lavar a cara em perfume!
Pôr-do-sol
Um prato cheio se faz favor!
Ficámos famosos naquele restaurante naquele dia, que foi dos melhores de toda a viagem!
4ªFeira, 26 de Abril, 2006
Acordei às 10:00 já com alguns decibéis de voz. Depois do nosso ritual matinal, saí com o André para darmos mais umpasseio na cidade, enquanto os outros ficaram todos a dormir. Fomos visitar o Museu da Ocupação, onde estavam expostas muitas fotos da altura da ocupação soviética, algumas das quais de lugares que visitámos completamente destruídos. Ainda demos novamente um passeio pela zona antiga da cidade e procurámos alguns souvenirs.
Algures no centro da cidade
Almoçámos no Hesbruger, uma espéciede McDonald's finlandês, onde pagámos o equivalente a 2€ por menu. Logo a seguir ao almoço tivemos que ir a correr ao hostel para arrumar a mala, para partirmos ao fim da tarde para Estocolmo. Guardámos as malas no hostel e fomos ainda comprar os últimos souvenirs. Existem muitos vendedores de rua a vender produtos com âmbar e muitos pedintes também.
A bandeira de Portugal numa praça central
Pouco antes das 16h fomos comprar comida para comer quando chegássemos a Estocolmo. Foram as compras mais rápidas de sempre, porque às 16:10 já estava o taxi no hostel à nossa espera para nos levar ao aeroporto. Pelo caminho para o aeroporto apercebemo-nos de como Riga ainda é uma grande cidade e dá para ver também as influências soviéticas e resultados da guerra por todo o lado. Chegados ao aeroporto aproveitámos para descansar, pois bem precisávamos de forças para Estocolmo, o destino mais esperado!
Mas que lindos!
Quanto à estadia na Letónia dou nota 8 de 0 a 10. Apesar da pobreza bem patente e de as pessoas não serem as mais simpáticas do mundo, vale bem a pena uns 2 dias de visita a esta cidade de Riga que tem o mérito de se ter reconstruído a si mesma depois de anos de opressão.
E agora "mais uma volta, mais uma viagem!" e cá vamos nós para Estocolmo!
































