20060519

Norte da Europa: Letónia

2ªFeira, 24 de Abril, 2006

Já era noite quando aterrámos no aeroporto de Riga. Começava a ouvir-se uma língua completamente diferente e já não era com toda a gente que se conseguia falar inglês. Pegámos um taxi que nos levou em 10min à pousada.

Chegada a Riga

Ao chegarmos à pousada a primeira coisa que ouvi foi um dos espanhóis dizer "está aqui uma chica portuguesa"... E era verdade, ali, naquele fim-do-mundo, conhecemos a Carla, estudante de Farmácia em Lisboa que estava ali de férias. Com ela estava também a Ana Cristina que viemos a conhecer no dia seguinte. Instalámo-nos nos nossos quartos e saímos para procurar sítio para comer. Foi então que nos deparámos com um cenário bem diferente do que tinhamos visto na Finlândia: pessoas de aspecto duvidoso na rua, ninguém falava inglês e o trânsito já assemelhava a um país latino. Como estava tudo fechado, tivemos que ir a um mini-mercado que ainda estava aberto às 23:30. A senhora não falava nem percebia inglês, por isso tive que lhe apontar tudo o que queria. O pior foi que todos fizeram o mesmo, um a um, o que fez com que demorássemos uma meia hora para sair de lá, com a senhora à beira de um ataque de nervos. Lá entraram 2 miúdos com aspecto de pobres e inocentes... até ao momento em que pegaram numa caixa de chocolates e fugiram! Na rua passaram por nós a comer os chocolates e a dizer adeus... Decidimos ir o mais rápido possível para a residência e assim foi. Jantámos sandes, para não variar muito e ficámos na conversa na sala de estar até cerca das 2h.

Primeiro jantar em Riga


André, o mundo a seus pés

3ªFeira, 25 de Abril (sempre!), 2006

Depois de uma noite em que só dormi 3 horas devido ao facto de estar um pouco doente e de o Pepone ressonar que nem uma batoneira, levantei-me eu, Rui e André para nos encontrarmos às 9h com a Carla e Ana Cristina na sala de estar. Eu e o André cumprimos o ritual musical no banho matinal, dando a conhecer a música tradicional portuguesa aos nativos.
Na sala de jantar conhecemos umas raparigas japonesas de Tokyo, que também se queixaram por o Pepone ter ressonado a noite toda. Entretanto conhecemos a Ana Cristina, a outra portuguesa, madeirense e que tb estudava Farmácia em Lisboa. Depois de uma longa espera pelas donzelas lá saímos para visitar Riga, às 10h00 (os espanhóis ficaram a dormir atéao meio-dia).

A cidade estava bem movimentada logo pela manhã. Com o mapa na mão lá chegámos em 10 min a Old Riga, a partehistórica da cidade. Começámos por visitar a catedral luterana, St.Peter's Cathedral. À porta estava um homema tentar convencer-nos para lhe comprarmos uns postais horríveis de Riga por 1 LVL (aproximadamente 1.5€). Além disso, dizia-nos para não subirmos ao topo da catedral porque a vista não valia a pena o preço. Não fizemos nada do que ele disse e subimos à torre. Valeu bem a pena, a vista sobre a cidade era formidável.

Tugas no cimo da torre

Riga vista do cimo da torre da Catedral St. Peter

Para descer de elevador, tiveram que sair 2 pessoas para que o apito parasse de tocar por excesso de peso. O André entrou, só que o alarme voltou a tocar. Toda a gente se riu dele e o coitado teve que esperar sozinholá em cima até à próxima descida.
Rui e André na praça principal

Eu e André em Old Riga

De seguida percorremos o percurso histórico indicado no mapa. Pelo caminho juntámo-nos a uma visita guiada de espanhóis durante algum tempo.

Visita guiada espanhola, à qual nós nos colámos

Riga parece a cidade de Praga em ponto pequeno. Faz também lembrar bastante a Polónia. Por toda a parte se vêm marcas de um país que acabou de ser reconstruído. As pessoas são bastante desconfiadas e poucas falam inglês. Mas é claro que haviam boas excepções! O que mais impressionou foi ver as fotos da cidade completamente destruída pelos soviéticos e, por exemplo, a torre onde nós subimos a arder. Toda a gente tem bastante orgulho do seu país e isso reflecte-se na grande quantidade debandeiras que se viam por toda a parte. Outra coisa impressionante foi a quantidade de carros de luxo que vimos. Quando digo impressionante quero dizer quenem em Monte-Carlo vi tanto carro de luxo junto. Duas explicações possíveis: uns vivem bastante bem à custa da grande miséria de outros ou então deve-se às máfias russas que roubam carros de luxo e os vendem baratos por aquelas bandas... eu cá acredito mais na primeira hipótese!

A sabedoria de um bom conselho português...

Os tugas e as tugas

Almoçámos no LIDO, o restaurante mais falado por aquelas bandas. Comemos bem e barato. A seguir ao almoço fomos a um supermercado porque as moças queriam fazer compras. Como nós, os moços, não estávamos muito interessados em compras andávamos a fazer parvoíces por lá. Havia lá uma grande montra de produtos de beleza e eu peguei numa amostra de rimel e pintei a cara do Rui. Ele veio a correr atrás de mim e eu ao fugir dele fui contra um expositor que estava mesmo por detrás de mim e mandei aquilo tudo ao chão, umas boas dezenas de frascos... partimo-nos a rir, mas acho que as pessoas da loja ficaram com medo de nós!

Fico bem assim?

Fomos sentar-nos num parque onde mais tarde se juntaram as nós os espanhóis. Aí começámos a dar pontuações às raparigasque passavam, de 7 a 10 e um "Wow!", como pontuação máxima. Elas riam-se bastante, nunca devem ter visto tamanhosazeiteiros por aquelas bandas! Demos também pontuação aos polícias que passaram, mas a farda não lhes permitiu termuito sentido de humor.

And the winner is...

Eu, Carla, André e Ana Cristina no parque da cidade

Quando estavamos de partida vieram 2 miúdas pequenas cumprimentar-me a mim e ao Pepone como se nós fossemos vedetas de cinema. Nunca as vimos na vida nem soubemos de onde vieram, muito estranho mesmo... Visitámos uma igreja ortodoxa onde estava a decorrer uma cerimónia. Impressionou-me a violência psicológica da cerimónia. Daí ainda passeámos à beira rio e pelos parques. Nesta altura fiquei completamente sem voz.

Rafa, Pepon, André e Rui, ao pé da Catedral Ortodoxa

A cidade viu-se em menos de um dia. Fomos a um centro comercial, uma vez que já não tinhamos mais nada para visitare estavamos a precisar de mantimentos. Aí aproveitámos para pôr perfume de graça. Estávamos com receio de alguém vir ralhar conosco, mas deixámos de recear quando vimos um homem de fato a perfumar a roupa toda e até a lavar a cara em perfume!

Pôr-do-sol

Daí voltámos ao hostel, para acompanhar a Carla e a Ana Cristina ao autocarro que elas iam apanhar para Varsóvia. Eram cerca das 21h quando partiram. Fomos ter a uma pizzaria onde já os espanhóis estavam a acabar de comer. Depois de os espanhóis terem ido embora fiquei com o André e Rui a meter conversa com a empregada Kristina. Tudo era pretexto para a chamarmos, até mesmo a falta de sal, que nós tinhamos escondido!

Um prato cheio se faz favor!

Ficámos famosos naquele restaurante naquele dia, que foi dos melhores de toda a viagem!


4ªFeira, 26 de Abril, 2006

Acordei às 10:00 já com alguns decibéis de voz. Depois do nosso ritual matinal, saí com o André para darmos mais umpasseio na cidade, enquanto os outros ficaram todos a dormir. Fomos visitar o Museu da Ocupação, onde estavam expostas muitas fotos da altura da ocupação soviética, algumas das quais de lugares que visitámos completamente destruídos. Ainda demos novamente um passeio pela zona antiga da cidade e procurámos alguns souvenirs.

Algures no centro da cidade

Almoçámos no Hesbruger, uma espéciede McDonald's finlandês, onde pagámos o equivalente a 2€ por menu. Logo a seguir ao almoço tivemos que ir a correr ao hostel para arrumar a mala, para partirmos ao fim da tarde para Estocolmo. Guardámos as malas no hostel e fomos ainda comprar os últimos souvenirs. Existem muitos vendedores de rua a vender produtos com âmbar e muitos pedintes também.

A bandeira de Portugal numa praça central

Pouco antes das 16h fomos comprar comida para comer quando chegássemos a Estocolmo. Foram as compras mais rápidas de sempre, porque às 16:10 já estava o taxi no hostel à nossa espera para nos levar ao aeroporto. Pelo caminho para o aeroporto apercebemo-nos de como Riga ainda é uma grande cidade e dá para ver também as influências soviéticas e resultados da guerra por todo o lado. Chegados ao aeroporto aproveitámos para descansar, pois bem precisávamos de forças para Estocolmo, o destino mais esperado!

Mas que lindos!

Quanto à estadia na Letónia dou nota 8 de 0 a 10. Apesar da pobreza bem patente e de as pessoas não serem as mais simpáticas do mundo, vale bem a pena uns 2 dias de visita a esta cidade de Riga que tem o mérito de se ter reconstruído a si mesma depois de anos de opressão.

E agora "mais uma volta, mais uma viagem!" e cá vamos nós para Estocolmo!

1 Comments:

At 23/7/06 07:08, Anonymous Anónimo said...

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