Norte da Europa: Finlândia
Sábado, 22 de Abril, 2006
Quase a aterrar em Tampere, a vista do avião era fantástica: sol a brilhar por sobre algumas nuvens e lá em baixo alguns dos muitos lagos finlandeses completamente gelados! A Finlândia é o país do lagos, mais de 100.000, basta ver num mapa. Aterrámos em mais um aeroporto minúsculo, onde estavam à espera os passageiros para arrancar no mesmo avião. Nós não nos apercebemos desse facto, por isso estavamos bem descansados na pista a tirar fotos e o André até se pôs de joelhos virado para o aeroporto...!
Depois de pegar nas nossas malas e aprender as primeiras palavras em finlandês, ficámos na sala de embarque a tratar do aluguer de carros. Nisto aparece uma funcionária a dizer "Vá pessoal, têm que sair porque tenho que fechar a porta para ir ao supermercado". Em vez de um aeroporto parecia que estávamos em casa de alguém, onde até era preciso bater à porta para entrar!
Uma vez que Helsínquia ainda ficava a cerca de 200km de Tampere, alugámos 2 carros, pois ficava o mesmo preço de uma viagem de autocarro. Fizemos uma pequena viagem de 12km até à cidade de Tampere, a 3ª maior do país a seguir a Helsínquia e Turku. A cidade não tem muito para ver, é pequena e bastante industrial. Almocei num parque em frente a uma igreja ortodoxa, um "pequeno Kremlin". Estava sol e uns 10ºC.
Uma vez que Helsínquia ainda ficava a cerca de 200km de Tampere, alugámos 2 carros, pois ficava o mesmo preço de uma viagem de autocarro. Fizemos uma pequena viagem de 12km até à cidade de Tampere, a 3ª maior do país a seguir a Helsínquia e Turku. A cidade não tem muito para ver, é pequena e bastante industrial. Almocei num parque em frente a uma igreja ortodoxa, um "pequeno Kremlin". Estava sol e uns 10ºC.
Talvez devido às fábricas antigas que existem no centro da cidade, esta não parece pertencer ao 5º país com melhor qualidade de vida do mundo. Mas nota-se que as pessoas vivem bem.
Depois de almoço fomos a um grande lago à saída de Tampere. Muito bonito, ainda com bastante gelo nas margens.
Depois de almoço fomos a um grande lago à saída de Tampere. Muito bonito, ainda com bastante gelo nas margens.
Às 16h00 partimos rumo a Helsínquia. Pelo caminho a paisagem é muito homogénea: abetos por todo o lado, alguma neve, lagos gelados. Imagino que esta não foi a melhor altura para visitar a Finlândia, pois a neve já tinha derretido, deixando os campos todos queimados e uma paisagem desoladora. Havia também muito pó no ar e alguma lama. Mas ainda assim vale bem a pena!
Chegando a Helsínquia, fomos directos à nossa pousada que se situava no Estádio Olímpico, onde se realizaram os J.O. de 1952. Tomámos um belo banho onde cantámos alguns hits portugueses, nuns chuveiros bem melhores que os do Tripode.
Saímos rumo ao centro para jantar. Para dar com o centro da cidade tinhamos que seguir a indicação "Keskusta", que significa centro. Há línguas estranhas, mas o finlandês parece português falado da frente para trás...
Chegados ao centro, fomos ao porto marítimo da cidade. Grandes navios lá estacionados, o Viking Line que faz viagens para Estocolmo, muitas gaivotas e um pôr-do-sol lindíssimo.
Chegando a Helsínquia, fomos directos à nossa pousada que se situava no Estádio Olímpico, onde se realizaram os J.O. de 1952. Tomámos um belo banho onde cantámos alguns hits portugueses, nuns chuveiros bem melhores que os do Tripode.
Saímos rumo ao centro para jantar. Para dar com o centro da cidade tinhamos que seguir a indicação "Keskusta", que significa centro. Há línguas estranhas, mas o finlandês parece português falado da frente para trás...
Chegados ao centro, fomos ao porto marítimo da cidade. Grandes navios lá estacionados, o Viking Line que faz viagens para Estocolmo, muitas gaivotas e um pôr-do-sol lindíssimo.
De seguida tive o privilégio de conduzir em Helsínquia, enquanto procurávamos novamente a direcção do centro, uma vez que era impossível compreender qualquer das indicações de trânsito.
muita malta com os copos, grandes filas para entrar nas noitadas e raparigas que parecem terA seguir ao jantar fomos à estação de comboio esperar o Ismael, que estava lá em Erasmus. Muito porreiro encontrá-lo lá! Na estação de comboios assistimos a um desfile das pessoas mais estranhas que já vimos: muitos metaleiros com cara pintada de branco, rapazes com o cabelo todo penteado para a frente como se tivessem apanhado uma rajada de vento por trás, um rapaz a passar na rua com um rádio portátil a tocar música pimba finlandesa em altos berros... enfim, estávamos mesmo noutro mundo! Já por volta das 22h as ruas estão cheias de gente, saído todas da fábrica: louras e uma boa dose de maquilhagem. Depois de ter dado uma volta a visitar a cidade com o Ismael, voltei para o hostel de eléctrico. Ao chegar ao hostel não pude deixar de reparar que a Estrela Polar estava a uns bons 65º de altura, lembrando-me que nunca estive tão perto do Polo Norte...
muita malta com os copos, grandes filas para entrar nas noitadas e raparigas que parecem terA seguir ao jantar fomos à estação de comboio esperar o Ismael, que estava lá em Erasmus. Muito porreiro encontrá-lo lá! Na estação de comboios assistimos a um desfile das pessoas mais estranhas que já vimos: muitos metaleiros com cara pintada de branco, rapazes com o cabelo todo penteado para a frente como se tivessem apanhado uma rajada de vento por trás, um rapaz a passar na rua com um rádio portátil a tocar música pimba finlandesa em altos berros... enfim, estávamos mesmo noutro mundo! Já por volta das 22h as ruas estão cheias de gente, saído todas da fábrica: louras e uma boa dose de maquilhagem. Depois de ter dado uma volta a visitar a cidade com o Ismael, voltei para o hostel de eléctrico. Ao chegar ao hostel não pude deixar de reparar que a Estrela Polar estava a uns bons 65º de altura, lembrando-me que nunca estive tão perto do Polo Norte...
Domingo, 23 de Abril, 2006
O sol entra pelo quarto a dentro logo às 5h da manhã! Fui de manhã ao parque bem junto ao nosso hostel. As árvores estavam carecas e o solo todo queimado pelo gelo. Ainda assim soube muito bem passear com o sol bem alto, ar bem fresco e os esquilos a comerem bem ao pé de mim.
De volta à residência, fui dar uma volta com o André pelo centro da cidade, enquanto os outros ainda estavam a acordar. Os carros estavam todos sujos com a enorme poeira que andava no ar. Todos os carros andam com os médios ligados, tentámos desligá-los mas era impossível. Além disso, os pneus dos carros têm uma espécie pregos para melhor aderir à neve, fazendo um ruído característico. O trânsito é o mais calmo possível: ninguém buzina, ninguém passa vermelhos e toda a gente respeita os sinais... menos nós! - quase não existem rotundas e nós necessitámos de fazer inversão de marcha e o André não hesitou em mostrar que os tugas chegaram ao país civilizado!
De volta à residência, fui dar uma volta com o André pelo centro da cidade, enquanto os outros ainda estavam a acordar. Os carros estavam todos sujos com a enorme poeira que andava no ar. Todos os carros andam com os médios ligados, tentámos desligá-los mas era impossível. Além disso, os pneus dos carros têm uma espécie pregos para melhor aderir à neve, fazendo um ruído característico. O trânsito é o mais calmo possível: ninguém buzina, ninguém passa vermelhos e toda a gente respeita os sinais... menos nós! - quase não existem rotundas e nós necessitámos de fazer inversão de marcha e o André não hesitou em mostrar que os tugas chegaram ao país civilizado!
À tarde fumos a Suomenlinna, uma ilha a 30 minutos de barco de Market Square. Trata-se de uma ilha com um forte, construída para proteger a cidade dos russos (a Finlândia sofreu bastante opressão da URSS) e que é património mundial da UNESCO. Fizemos a viagem num barco, com o céu azul e frio, apesar do Rui estar em calções! As gaivotas acompanhavam o nosso barco fazendo um barulho ensurdecedor. Na água ainda restavam grandes bocados de gelo. No Inverno é possível andar em cima do mar num raio de 10km, até carros costumam lá passar!
Vestígios de um mar geladoChegando à ilha, fomos a um mini-mercado comprar a nossa ração de combate. Foi em vão a minha tentativa de perceber os ingredientes dos produtos. Pedi ajuda a uma senhora, que me explicou quase toda a prateleira dos congelados! As pessoas da Finlândia são muito reservadas, mantêm distância, mas sempre que pedimos ajuda para alguma coisa são muito prestáveis. E toda a gente fala inglês, até velhinhas de 80 anos!!

André, eu e Rafa quase a ir parar à água
Foto automática (eu não cheguei a tempo)
Castigo ao Pepone por ter dito as únicas palavras que sabe em portuguêsPartimos de volta a Helsínquia às 16:30, onde nos esperava o Ismael. Fomos à Catedral Ortodoxa, ao palácio presidencial, mas vimos tudo apenas por fora.
Helsínquia vista a partir do barco
Eu e Ismael na catedral ortodoxa de HelsínquiaDepois de passear pelas principais zonas da cidade fomos jantar ao Rax, onde se come à descrição por 7.99€. Pedi o meu cêntimo de troco mas o semítico finlandês não mo deu... Lá encontrámos 4 portugueses que estava também a fazer Erasmus. Foram eles que nos tiraram esta foto:
Jantar no RaxÀ noite fui passear pela cidade. Não se via alma viva na rua e carros contavam-se pelos dedos das 2 mãos. Estava frio, mas nada de especial. Fui ver o Finland Hall, a maior sala de espectáculos do país, a Opera e de seguida andei uns bons 2km à procura do monumento ao compositor finlandês Sibelius. Dei uma "ganda volta" para ver nada de jeito. Por fim fiz algo que jamais faria em Portugal: passear num parque de cidade sozinho à noite. Tive que o fazer porque ficava a caminho e tenho a dizer que bastante agradável. Estava de facto num país diferente: sinal amarelo significa começar a travar (e não acelerar, como em Portugal), não se sente o mínimo perigo por andar sozinho na rua à noite (mas se lá forem não abusem da sorte!) e ninguém se mete com ninguém.
2ªFeira, 24 de Abril, 2006
Às 10:30 eu, André e Rui deixámos os espanhóis a dormir e fomos à procura de uma sauna. Sim, porque ir à Finlândia e não ir a uma sauna é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. O Ismael indicou-me no dia anterior o sítio onde devíamos ir. Pegámos no mapa e lá fomos nós, pensando chegar lá em 5 minutos...
De malas feitas para ir à sauna
2ªFeira, 24 de Abril, 2006
Às 10:30 eu, André e Rui deixámos os espanhóis a dormir e fomos à procura de uma sauna. Sim, porque ir à Finlândia e não ir a uma sauna é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. O Ismael indicou-me no dia anterior o sítio onde devíamos ir. Pegámos no mapa e lá fomos nós, pensando chegar lá em 5 minutos...
De malas feitas para ir à saunaSó que a partir do momento em que deixámos a zona do estádio olímpico, perdemo-nos completamente com as estranhas indicações nas placas. Quando demos por nós estávamos já a caminho da auto-estrada. Voltámos a entrar na cidade e a perguntar a toda a gente onde ficava a tal sauna. Toda a alma viva, incluindo velhinhas do campo, falava inglês, incrível! Parámos ao pé de um grupo de velhotes onde o Rui foi pedir indicações. Eram 11 da manhã e, pelo que ele diz, já tinham um bafo jeitoso! Cada um dos velhotes dava um indicação diferente e eu e o André comentávamos no carro "Xii, vai dar uma ganda volta!!". Foram 2 finlandesas bonitas que nos indicaram bem o sítio da sauna.
Começámos pelo banho turco, uma sala cheia de vapor onde quase não se podia respirar. Daí seguimos a tradição finlandesa: sair do banho turco e mergulhar num tanque de água gelada... AAAAAHHHH!!!! Mandei um berro que se ouviu na Lapónia!! Mas soube às mil maravilhas depois. Fomos também à piscina com hidromassagens e de seguida à sauna propriamente dita. Aí estava um velhote que de vez em quando punha água para uma espécie de caldeira, de onde saía vapor e aquecia ainda mais a sala. Eu achei piada aquilo e peguei na colher, enchi aquilo de água e mandei lá para dentro também... o pobre do senhor quase que teve que sair da sauna com tanto calor que lá ficou!
Nos chuveiros do balneário estava a senhora da limpeza com mangueira a lavar o chão. Nós olhávamos uns para os outros a pensar se aquilo seria normal. Quando vimos toda a gente a tomar banho como se nada se passasse, dissemos "em Roma sê romano" e lá fomos nós também tomar banho! Cantámos umas boas músicas populares portuguesas que com o eco se ouviam em todo o recinto e os finlandeses olhavam para nós como se tivessemos vindo de Marte. De volta à residência, foi o Rui que levou o carro. Para sair do parque, que tinha uma cancela para se pagar 1€, ele contornou a cancela e passou por cima do passeio e lá fomos nós!... Um país demasiado civilizado para nós!
Voltámos então ao hostel, para nos encontrarmos com os espanhóis, para irmos juntos visitar o resto de Helsínquia.
O nosso Hostel em Helsínquia
Parlamento finlandês
Temppeliaukio
André a travar conhecimentos com uma finlandesa!
Os tugas nas tartarugas
O nosso veículo completamente desarrumado em Tampere
Começámos pelo banho turco, uma sala cheia de vapor onde quase não se podia respirar. Daí seguimos a tradição finlandesa: sair do banho turco e mergulhar num tanque de água gelada... AAAAAHHHH!!!! Mandei um berro que se ouviu na Lapónia!! Mas soube às mil maravilhas depois. Fomos também à piscina com hidromassagens e de seguida à sauna propriamente dita. Aí estava um velhote que de vez em quando punha água para uma espécie de caldeira, de onde saía vapor e aquecia ainda mais a sala. Eu achei piada aquilo e peguei na colher, enchi aquilo de água e mandei lá para dentro também... o pobre do senhor quase que teve que sair da sauna com tanto calor que lá ficou!
Nos chuveiros do balneário estava a senhora da limpeza com mangueira a lavar o chão. Nós olhávamos uns para os outros a pensar se aquilo seria normal. Quando vimos toda a gente a tomar banho como se nada se passasse, dissemos "em Roma sê romano" e lá fomos nós também tomar banho! Cantámos umas boas músicas populares portuguesas que com o eco se ouviam em todo o recinto e os finlandeses olhavam para nós como se tivessemos vindo de Marte. De volta à residência, foi o Rui que levou o carro. Para sair do parque, que tinha uma cancela para se pagar 1€, ele contornou a cancela e passou por cima do passeio e lá fomos nós!... Um país demasiado civilizado para nós!
Voltámos então ao hostel, para nos encontrarmos com os espanhóis, para irmos juntos visitar o resto de Helsínquia.
O nosso Hostel em HelsínquiaTivemos azar para visitar museus, porque todos estavam fechados à 2ªfeira. Ficámo-nos por visitar a cidade por fora.
Parlamento finlandêsDe seguida fomos a visitar Temppeliaukio, uma das igrejas mais bonitas que já vi. Trata-se de um templo construído dentro de rochas e com arquitectura moderna. Simples e eficaz!
TemppeliaukioNo exterior encontrava-se uma senhora de idade que começou a falar connosco. Muito simpática e com um inglês perfeito. Eis a seguinte foto, candidata a melhor foto da viagem :)
André a travar conhecimentos com uma finlandesa!Aqui voltámos a declarar independência aos espanhóis e fomos ao centro da cidade comprar souvenirs e encontrar-nos com o Ismael. Pelo caminho de carro pusemos música alta e brincávamos com as pessoas que passavam na rua. Em Portugal seríamos uns verdadeiros parolos, nunca faríamos tal coisa! Comprámos os souvenirs junto ao cais e tirámos as nossas últimas fotos.
Os tugas nas tartarugasAntes de voltarmos ao hostel para nos encontrarmos com os espanhóis fomos comprar merenda para comer pelo caminho de volta a Tampere. Eram já 16h00 e nós sem almoçar! Despedimo-nos do Ismael e lá partimos rumo ao hostel, seguindo as indicações do Ismael.Tudo corria bem até termos tido a infeliz ideia de seguir o nosso sentido de orientação, em vez das indicações que ele nos deu. Resultado: andámos meia hora a dar uma volta que devia ter demorado 5 minutos. A nossa estadia lá ficou sem dúvida marcada pela quantidade de vezes que nos perdemos devido à esquisitice da língua finlandesa e pelas inúmeras pessoas a quem tivemos que pedir indicações!
Já a chegar ao hostel eis que ouvimos na rádio a música "I Will Survive" cantada em finlandês. Muito estranho mesmo! Abaixámos o volume quando chegámos ao pé dos espanhóis, que já desesparavam com o nosso atraso.
E cá vamos nós, de volta a Tampere para apanhar o próximo vôo. Chegámos a Tampere às 19h00, sendo o vôo para Riga às 21:15.
Já a chegar ao hostel eis que ouvimos na rádio a música "I Will Survive" cantada em finlandês. Muito estranho mesmo! Abaixámos o volume quando chegámos ao pé dos espanhóis, que já desesparavam com o nosso atraso.
E cá vamos nós, de volta a Tampere para apanhar o próximo vôo. Chegámos a Tampere às 19h00, sendo o vôo para Riga às 21:15.
O nosso veículo completamente desarrumado em Tampere












1 Comments:
Hei Lyandro!!!!!!!
Era só para dar um oi!!!
E dizer que tenho saudades....
...isso é que foi uma grande viagem....
Jinhos
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