20060328

Mais uma vez... A Greve!

3ªFeira, 28 de Março, 2006

Se já escrevi que tinha achado a manifestação do dia 7 de Março algo de extraordinário, então já não tenho palavras para descrever esta: a França parou para dizer "Não" ao CPE! Quando digo "a França parou", quero com isto dizer que toda a cidade de Toulouse saiu à rua (excepto a vendedora dos crepes): 35.000 a 80.000 pessoas nas ruas, segundo o jornal Le Figaro. Os últimos dias já permitiam antever que este seria o dia D contra o CPE e... nós estivemos lá para o comprovar!
Mais palavras para quê?... Voilá, a maior atracção turística de França, a seguir à Torre Eiffel:

Desta vez deixámos o Jorge e levámos o Ricardo, a Ângela (namorada do Ricardo) e a Marju. O ambiente na rua é de grande festa, muita música, tambores a tocar bem ao estilo do samba do Rio de Janeiro (até haviam alguns mascarados), muitos cânticos contra o CPE e contra o governo e muitos balões e cartazes. É preciso ver para crer!
É claro que não podiamos deixar de nos juntar à festa. Fomos pedir bandeiras e autocolantes a uma carrinha de um sindicato e ficámos prontos para a festa! O senhor que nos deu as bandeiras foi muito prestável connosco e disse-nos que deviamos levar o exemplo de França para Portugal!

Graças à manifestação, visitámos zonas de Toulouse que ainda não conhecíamos e, claro, foi mais uma dia que pouco ou nada teve de "electrónica e telecomunicações"! O cortejo percorreu as principais avenidas da cidade e terminou novamente na Place du Capitole, momento ao qual nós já não assistimos, tal era já a fome e dor de pernas de tanto andar.
Terminámos a reivindicação dos nossos direitos com um crepe de chocolate comprado a uma senhora que os vendia na rua, talvez a única "fura-greves" da cidade.

Que melhor destino turístico se pode encontrar do que Toulouse, 5º Ano, 2º Semestre? :)

20060319

De volta a Andorra

5ª Feira, 16 de Março, 2006

Através de uma excrusão organizada pelo LAAS (laboratórios onde o Nelo e o Ricardo fazem o projecto) lá foi a comunidade lusa a Andorra, pela módica quantia de €3!
O despertar foi às 5h40 da manhã (doeu!) e partida foi às 6h45, rumo à estância de ski de Pas de la Casa - Andorra, uma pequena povoação a 150km de Toulouse e a 2100m de altitude. Neve e calor foi o misto que encontrámos, num dia em que nos queimámos mais do que se estivessemos estado uma semana na Côte d'Azur.

Quando chegámos à estância de ski, fomos comprar os bilhetes que nos dão acesso às pistas e aos teleféricos para subir os montes. Depois de ter comprado o meu bilhete encontrei um português que tinha um bilhete a mais e que mo ofereceu. Voltei então novamente à bilheteira para vender o meu bilhete a alguém que estivesse na fila e assim poupei €20!
Fomos buscar o material: 2 botifarras à Robocop e 2 grandes skis e os respectivos bastões. A passos de bébé lá chegámos à pista. Costuma-se dizer que uma pessoa "tem queda para isto" se perceber do assunto. Eu posso dizer que tenho muita "queda" para o ski: não me consegui aguentar mais de 2 minutos em cima daquelas ripas gigantes. Com a preciosa ajuda do Nelo lá consegui chegar ao pé do teleférico para subir ao monte. Quando chegámos ao pé do teleférico... "PUMBA", grande trambolhão e apanhei com o teleférico na cabeça! Com grande esforço lá consegui apanhar a "cadeirinha" para chegar ao topo do monte. Quando lá cheguei (cai, pois claro) reparei que tinha ido para uma pista de nível azul e não de nível verde. Ora para um aspirante a amador como eu, aquilo era como darem uma feijoada a um bébé. Por isso, toca a pegar nos skis e começar a longa caminhada até ao sopé da montanha, uma vez que o teleférico só levava as pessoas para cima, contrariando a máxima "tudo o que sobe também desce". Foi uma longa caminhada, muito calor, muito suor. Depois de 30 minutos com várias paragens para esgotar todo o meu stock de água e os meus 3 sumos, lá consegui voltar a pisar terra firme!

Depois de ter devolvido os skis, fui passear pela vila, tirar fotos e falar com alguns dos inúmeros portugueses que lá se encontravam. Não sabia que Andorra era um destino para muitos emigrantes portugueses. Um comerciante disse-me que já era tradição familiar emigrarem para lá.


Aqui estão o André e o Rui, os dois homens do norte da FEUP que estão conosco em Erasmus em Toulouse.


Ao início da tarde fiquei com o André a apanhar banhos de sol na neve, conversar, ouvir música e atirar bolas de neve a quem passava, eheh!

Antes de regressar a casa, houve ainda tempo para fazer umas compras baratas num supermercado (não é todos os dias que podemos comprar marcas portuguesas!). Eram 19h00 quando chegámos de volta a Toulouse.

Fica aqui o registo de mais um dia em cheio, muito sol, muita neve, um escaldão na cara e saudades do melhor desporto de neve, o "sku"!

Le Printemps!

Chegou a Primavera! Já com uma bicicleta, comprada na feira da ladra de St. Sernin por €25, nada melhor do que aproveitar as formidáveis tardes de Primavera antecipada na margem de La Garonne a apanhar uns banhos de sol (já andámos em t-shirt com os 25º que estiveram). O ambiente é de festa: toda a estudantada anda a passear (por causa das greves), lêem-se livros, namora-se, passeia-se o cão, ouve-se música... Disse ao Luís que nem nas minhas férias grandes passiei tanto como neste mês de estadia que agora termina!


Num relvado ao lado, o ambiente assemelha-se uma mini Festa do Avante! - gente com rastas, raparigas com roupa folclórica, cheiro a substâncias ilícitas e muitos jambés. Ao nosso lado, junto ao rio, estavam dois rapazes a tocarem guitarra e acordeão, os quais animavam bastante o ambiente, tocando músicas típicas francesas bem ao género de Yann Tiersen do "Fabuloso Destino de Amélie". Estava um ambiente genial!
Às 16h30 abandonámos a "Quinta da Atalaia" para irmos à nossa primeira aula de Francês. A aula é frequentada por gente de múltiplas nacionalidades: México, Irão, China, Áustria, Alemanha, Itália, Espanha (eles estão em todo o lado), Portugal e Azerbeijão (era eu o único representante do Azerbeijão infelizmente!).
Pelo caminho houve tempo ainda para ver mais um acto cívico da parte dos estudantes: um grande grupo sentado em plena estrada na Gran Rond (uma rotunda que é ao mesmo tempo um parque), bloqueando o trânsito e dando mais uma dor de cabeça aos gendarmes!


O ambiente é de grande incerteza quanto ao futuro, porque os estudantes não parecem querer baixar os braços e o governo também não está muito nos ajustes de alterar o CPE. Como resultado, esta semana decorreram já 2 grandes manifestações com cerca de 50.000 pessoas neste Sábado, isto para não falar do que se tem passado por todo o país e, em especial, em Paris. Nós já dizemos que um dia vamos dizer aos nossos netos: "Meu neto, houve uma grande revolução na França, no Março 'quente' de 2006... e eu estava lá!..."

20060317

Carcassonne

2ª Feira, 13 de Março, 2006

Depois de uma semana de chuva sem cessar eis que o Sol voltou a brilhar sobre Toulouse. Com a Universidade ainda em greve, o Luís sugeriu-me uma ida a Carcassonne, uma cidade medieval a 96Km a este de Toulouse. Desencaminhámos o Nelson e o Ricardo, que tiveram que enviar um mail para o seu cordenador a dizer que "Hoje não podiam lá aparecer". Telefonei ao Nuno, que também tinha coisas a tratar, mas lá teve ele que adiar os planos também! Depois de uma hora de caminho, chegámos a Carcassonne, onde fomos visitar o castelo cujas muralhas envolvem a cidade medieval. O castelo data do século VI A.C. e é património mundial da UNESCO. Mais não sei dizer agora porque ainda não li os papéis com atenção e o guia era francês e falava muito rápido! Mais não é preciso dizer... voilá le chateau de Carcassone!


Da esquerda para a direita: Ricardo, Nelson, eu, Luís e Nuno.

20060313

Greve Geral!

Que a França é o país das greves já nós sabíamos: desde que cá chegámos já enchemos um cesto de papéis com convocações para manifestações, já perdemos várias aulas devido a greves, etc. O que ainda não conhecíamos era a dimensão de uma verdadeira greve geral a nível nacional. Podemos chamar-lhe "A Greve". Já com inúmeros folhetos recebidos, cartazes por todo o lado e universidade praticamente fechada, não pudemos deixar de ir assistir a um dos eventos que, pelos vistos, é tão normal como um dia de sol em França.

Dirigimo-nos (eu, Luís e Jorge) ao centro da cidade de carro, o que se tornou na nossa pior ideia do dia: os acessos
ao centro da cidade estavam barrados por carros da polícia, o que levou ao caos no trânsito. Demorámos mais de meia hora até estacionar o carro. Fomos até ao ponto de encontro, Jeanne-D'Arc, de onde já tinha partido a manifestação. Eis que nos deparamos então com uma multidão colossal, muito barulho, gritos de guerra, muitos cartazes coloridos, carrinhas com música alta e pessoas a falar ao megafone.

Razão da greve: a reforma CPE (Contrat Première Embauche - contracto de primeiro emprego), que segundo sei permite aos patrões, entre outras coisas, despedirem os empregados nos primeiros 2 anos de trabalho sem justa causa, menos férias, aumento massivo dos postos de trabalho em concursos públicos, etc. Se fizerem uma pesquisa no Google sobre "CPE France" certamente encontram informação detalhada. Tudo isto tem gerado grande revolta e esta manifestação serviu um pouco para aliviar a pressão que se evidencia andar no ar neste país onde tudo aparenta estar bem, mas que no fundo tem graves problemas que se vierem ao de cima ninguém sabe o que poderá acontecer. Mas como nós não temos nada a ver com isto, vamos mas é aproveitar a festa! Na verdade, o ambiente nas ruas era de festa: música animada, as pessoas a cantarem o "Avante camarada!" cá do sítio, muita conversa e fotografias. Eis a Rue de Metz, uma das principais da cidade, repleta de gente, cartazes e confetis:


Na foto seguinte está a ser lançada uma serpentina gigante, com a ajuda de uma ventoinha. As ruas ficaram cheias de fita branca e confetis às cores, fazendo-nos lembrar um autêntico Carnaval fora de tempo.

Com muita chuva achámos melhor acelerar o passo de regresso ao carro. Mas quando íamos pelo caminho soubemos que os estudantes estavam a fazer uma grande manifestação na Praça do Capitolium. Fomos dar uma espreitadela e eis que assistimos a um mini golpe de estado, com o Capitolium (o equivalente à nossa Câmara Municipal) tomado pelos estudantes, com cartazes e trompetes à varanda.A praça estava cheia de estudantes e polícias tentavam acalmar os ânimos à entrada do Capitolium. Nisto um grupo de estudantes aproxima-se da entrada a forçar a barreira policial e eis que ouvem urros como que de animais em fúria e uma chuva de garrafas sobre os polícias que guardavam a entrada do edifício. Vimos algumas bastonadas e muitos objectos voadores. Os invasores do Capitolium tocavam trombone e tambores enquanto cá de baixo se batia palmas. O ponto alto, se é que se pode chamar assim, foi quando dois rapazes encapuçados rasgaram a bandeira da França e da UE que se encontravam esteadas no edifício. Enfim, a terra é deles, eles é que sabem... Às 4ªs feiras há uma feira de marroquinos em frente ao Capitolium que as vende bem baratas, por isso não deve trazer grandes prejuízos! No meio de toda aquela confusão, eis 3 inocentes que não tinham nada a ver com aquilo:

20060312

Neve, Museus e Catedrais

Domingo, 5 de Março, 2006

A manhã de Domingo estava reservada para ir ao mercado de St. Sernin comprar uma bicicleta por 35€, mas quando me levanto (8h30) e abro a janela eis que me deparo com espectáculo raro nesta cidade: estava a nevar! Não era muita, mas a relva e os carros estavam cobertos de branco. Estava-se bem a ver o espectáculo dentro de casa, mas na rua estava muito vento e frio, de maneira que a nossa ida a St. Sernin ficou adiada.


Depois de uma ida ao McDonalds com 7 pessoas dentro do carro do Luis (chegámos tarde à cantina, ou seja depois das 13h00 - acham isto tarde?), a tarde estava reservada para uma visita aos museus e catedrais da cidade, uma vez que era o primeiro Domingo do mês de Março, ou seja, as entradas eram gratuitas. Uma vez que só eu e o Luís é que ainda andamos de férias, fomos só os 2 passear.

Começámos pela Catedral St. Etiènne, a maior da cidade, construída entre os séculos XI e XVII, ou seja, cerca de 600 anos para ser concluída. Diz-se que tal demora se deveu a rivalidades entre os estilos artísticos do Norte e do Midi e também devido à falta de fundos.

Vista lateral:

Vista frontal:

Daqui seguimos pela Rue de Metz rumo ao Musée des Augustins. Pelo caminho tirámos algumas fotos às ruas de tons rosados e com fachadas muito bonitas:

Este é o museu mais conhecido da cidade. Antigamente era o Convento dos Ermitas de St. Augustin, construído entre os séculos XIV e XV. No seu interior tem expostas muitas esculturas, pinturas, das quais pouco ou nada percebo para dar a minha opinião, apenas posso mencionar que estava lá exposto o quadro mais conhecido do pintor Toulouse-Lautrec, que por coincidência, ou não, do nome, era natural das redondezas de Toulouse (mais concretamente de Albi).


Continuando, fomos ao Convent des Jacobins, que dizem ser a casa mãe dos Dominicanos, ordem criada em Toulouse em 1215 com a missão de pregar o Evangelho e lutar contra a "heresia" dos Cátaros. O nome "Jacobins" vem do facto de a ordem ter um convento numa rua de Paris chamada Saint-Jacques (Jacques->Jacobins... tem tudo a ver, não?). A nave da catedral é enorme, muito alta e ampla, com pouca mobília no interior. Dá vertigens estar lá no meio! Fomos
enganados por uns espanhóis que nos venderam uns bilhetes (€2.5) para a exposição no interior da catedral, que afinal era gratuita... those bastards!

A seguir aos Jacobins fomos visitar o interior do Capitolium, onde já tinha estado no dia em que cheguei. Após uma visita rápida fomos ao Musée Saint-Raymond, onde estava patente uma exposição de bustos do século primeiro do Império Romano. Teve o seu interesse. Pelo caminho comemos um crepe bem quentinho, para tentar vencer duas adversidades: o frio imenso e a fome (que também era quase imensa).
Para terminar a tarde, ainda houve tempo para visitar o interior da Catedral St. Sernin. Mais pequena do que as outras, também valeu a pena ser visitada. Só lamento por as pilhas da máquina fotográfica terem falhado...

À noite fomos a casa de um amigo brasileiro, o Artur, que foi connosco ver a cidade iluminada. É bonita, mas nada de fenomenal. Uma vez que era Domingo à noite, não se via alma viva na rua. Para terminar, eis a zona da ponte Neuf iluminada, a Pont St. Pièrre e a Dôme du Grave:

20060306

Nos Pirinéus

2ª Feira, 27 de Fevereiro, 2006

Fomos mais uma vez tentar, sem sucesso, inscrever-nos em aulas de Francês. Como não tinhamos mais nada para fazer, o Luís vira-se para mim e pergunta ao cego se quer ver: "Leandro, bora a Andorra?" Telefonámos ao Rui a perguntar se ele também queria ir. Embora tivesse que estudar, ele não conseguiu resistir ao convite. Lembrei-me que a Marju (a finlandesa) também estava sozinha (o pessoal do INSA estava de férias de Caraval, nós da universidade não). Ela aceitou. Como já era hora de almoço, comemos na cantina do INSA e... On'y va!
A viagem durou cerca de 2 horas e meia, devido aos muitos camiões. A conversa foi bastante animada, falou-se da França, Finlândia, Portugal, etc. O dia estava magnífico. A paisagem dos Pirinéus é deslumbrante: montes altos cobertos de neve, riachos e quedas de água, casaComprámos comida para fazer um pic-nic na neve, na viagem de regresso. Estava já a entardecer quando deixámos a cidade, com o céu rosado envolvendo os gigantes montes cobertos de branco, formando umas das mais belas paisagens que já vi. Parámos, bem lá em cima do monte, onde ainda se apanhavam os últimos raios de sol e fomos, claro está, fazer guerra de neve, com uns fresquinhos -2ºC que faziam doer a cara!


De regresso casa, parámos num parque para ir ao WC, onde fizemos uma observação das estrelas, debaixo de um céu bem escuro e cintilante.

E foi com estrelas que acabámos este dia, o melhor desde que cá chegámos!

Benfica-Porto visto em França

Não é que eu ligue a futebol, além disso não era o meu clube que ia jogar... mas conhecer um restaurante português em França é um "must see" para qualquer turista luso, ainda mais quando se trata de ver o ambiente durante um jogo do SLB, o clube típico de um emigrante em França (diga-se, o clube típico da maioria dos portugueses). Foram estas razões que me levaram a acompanhar o ferranho benfiquista Luís, o tripeiro Rui e o colombiano Jorge (que torceu pelo Benfica) à tão falada taberna portuguesa. Situada no norte de Toulouse, demos com a taberna Dom José repleta de carros, obrigando o Luís a estacionar o seu A3 um pouco longe do restaurante. Chegámos ao local no intervalo do jogo, com 1-0 para o Benfica. O ar era irrespirável, muito barulho, muitos cânticos para o SLB, enquanto que os poucos portistas passavam um pouco despercebidos com o seu cachecol ao pescoço.
Nesta foto estou eu, o Rui e o Jorge (colombiano), a respirar ar puro!

Enquanto estávamos no exterior fomos falando com vários emigrantes que nos contavam as suas histórias. A maior parte já vive em França há bastantes e anos e não tenciona voltar a Portugal (vá-se lá saber porquê, não é?...). Entre os contactos que tivemos sou obrigado a relatar um com um rapaz da nossa idade que estuda em Toulouse há 3 anos e que tem um vocabulário muito típico de Lisboa. Não dá para exprimir por escrito, mas ele era um verdadeiro personagem, a falar muito rápido, com muitos gestos e um vocabulário reduzido a "o gajo passou-se meu!... o tipo tava a tripar e não curtiu a cena e bazou pra Portugal... electrónica? Tá-se bem, bué fixe... Yah, a cidade é fixe... Mirail é passante, os gajos são passados meu...". Bem me esforcei, mas só visto! Agora temos o hábito de brincar e falar como ele, ehehe!

Quanto ao restaurante, é tudo o que se pode imaginar de um restaurante de emigrantes portugueses em França: muitos palavrões, muita cerveja, ouvir falar português afrancesado, homem com a mulher submissa a verem o futebol e gritaria total com um tal de SLB :)